Abordagens de Psicoterapia

Quais são as 10 principais abordagens de psicoterapia?
Você está enfrentando dificuldades emocionais, tentando resolver conflitos internos e externos, ou mesmo buscando formas de se conhecer melhor? Então já deve ter pensado em fazer terapia, certo? São muitas as opções de psicoterapia, e cada uma tem objetivos e metodologias específicas. Aqui listamos as 10 principais abordagens, para te ajudar a escolher a que mais combina com você e com o seu momento:

 

1. Psicanálise
A base da psicanálise é a noção de inconsciente e de sua influência sobre a vida e o sofrimento do paciente. O principal método utilizado no tratamento é a associação
livre, em que o analisando expressa seus pensamentos livremente, sem se preocupar com julgamentos ou com a coerência do que está dizendo. O analista o apoia durante o processo, diminuindo suas resistências, interpretando o conteúdo e ajudando-o a elaborá-lo. A análise de sonhos também é bastante utilizada.

A psicanálise é recomendada para quem busca um trabalho de autoconhecimento aprofundado, promovendo entendimento, autoconfiança, capacidade analítica, superação e cura através da palavra. É indicada a pessoas de todas as idades que tenham questões a serem trabalhadas, e também a quem possui sintomas de stress, depressão, ansiedade, síndrome do pânico, fobias, compulsões, transtornos afetivos e/ou alimentares, dificuldades de comunicação e/ou de relacionamento, entre outros.

São muitas as linhas de análise pessoal, e você pode conhecê-las melhor nesse texto linhas de psicanálise.

Quer saber mais sobre como um psicanalista pode te ajudar? Veja 10 bons motivos para fazer terapia.

 

2. Psicologia analítica
A psicologia analítica de Carl Gustav Jung recorre ao uso da técnica da imaginação ativa, em que o paciente se expressa por meio das artes, aprendendo a liberar suas fantasias e a entrar em contato com alguns de seus lados internos. Assim como a psicanálise, a análise de sonhos é também utilizada.
Além das ferramentas empregadas, a maior diferença entre a psicanálise e a psicologia analítica é a distinção entre o inconsciente individual (proposto por Freud) e o
inconsciente coletivo (proposto por Jung e formado por arquétipos – padrões simbólicos herdados).

O objetivo dessa abordagem psicoterapêutica é trabalhar o autoconhecimento, e ela é recomendada para o mesmo público que a psicanálise: pessoas de todas as idades que
tenham questões a serem trabalhadas, e também pessoas com sintomas de stress, depressão, ansiedade, síndrome do pânico, fobias, compulsões, transtornos afetivos e/ou alimentares, dificuldades de comunicação e/ou de relacionamento, entre outros.

 

3. Terapia humanística
A psicologia humanista, criada por Carl Rogers, tem como princípio a visão de que todo indivíduo tem a capacidade de crescer e se desenvolver, desde que tenha um espaço
de acolhimento e empatia para ser quem realmente é. Por isso, a terapia humanística envolve um processo de aceitação, tanto por parte do terapeuta quando do cliente (nome que se dá ao paciente nesta abordagem), proporcionando mudanças e o desenvolvimento da autoconfiança. Suas sessões não são estruturadas, e diversas
técnicas podem ser utilizadas para ajudar o cliente a atingir os estados de realização pessoal e espiritual.

Entre as linhas do humanismo, estão o Psicodrama, a Análise Transacional, a Gestalt Terapia e a Abordagem Centrada na Pessoa.
Essa abordagem tem como objetivo o autoconhecimento, e é indicada a pessoas de todas as idades que tenham questões a serem trabalhadas, e também pessoas com
sintomas de stress, depressão, ansiedade, síndrome do pânico, fobias, compulsões, transtornos afetivos e/ou alimentares, dificuldades de comunicação e/ou de
relacionamento, entre outros.

 

4. Behaviorismo / Terapia comportamental
A visão dos terapeutas que seguem o behaviorismo é a de que os pensamentos, as emoções e a fala têm uma estrutura regida por leis que permitem sua compreensão e,
consequentemente, sua transformação. O analista comportamental apoia o paciente com técnicas específicas para identificar padrões de pensamento, regras, hábitos e atitudes que o prejudicam, ajudando-o a encontrar soluções para suas questões.

A terapia comportamental é recomendada para quem busca um trabalho mais objetivo, direcionado para um determinado foco, e pode ser associada a outras
terapias de autoconhecimento, como a psicanálise, a psicologia analítica ou a terapia humanística.

 

5. Terapia cognitivo-comportamental (TCC)
A terapia cognitivo-comportamental inclui a cognição – ou seja, a forma de perceber e interpretar o mundo – na equação dos transtornos, colocando os pensamentos distorcidos como responsáveis por seus sintomas. O terapeuta cognitivo-comportamental ajuda o paciente a avaliar as situações de forma mais objetiva, com técnicas direcionadas para analisar e transformar pensamentos, emoções e comportamentos.

Essa abordagem é indicada a quem procura um tratamento direcionado a um determinado foco, e pode ser acompanhada de outras terapias de autoconhecimento, como a psicanálise, a psicologia analítica ou a terapia humanística.

 

6. Psicoterapia corporal bioenergética
Desenvolvida por Wilhelm Reich, a psicoterapia corporal bioenergética relaciona os distúrbios emocionais com os distúrbios corporais (chamados, nesta terapia, de
“couraças”, e que representam o represamento de impulsos e emoções no corpo físico). Assim, os sintomas são tratados de forma mais física, por meio de ferramentas
como as técnicas de respiração, as massagens e o relaxamento das tensões, que visam dissolver ou flexibilizar as couraças, liberando emoções e impulsos reprimidos e
permitindo a elaboração dos conteúdos psíquicos relacionados a eles.

Essa abordagem é indicada para quem possui bloqueios emocionais – como fobias, crises de pânico, transtornos obsessivos compulsivos, depressão e baixa autoestima –, e também para quem tem problemas respiratórios, neurológicos e digestórios.

 

7. Mindfulness (atenção plena)
Na terapia de Mindfulness, o tratamento se dá por meio de técnicas meditativas, como a meditação com foco na respiração, a meditação andando e a meditação de
escaneamento corporal. As sessões podem ser individuais, mas acontecem, geralmente, em grupos que se reúnem por 8 a 12 semanas.

O objetivo dessa abordagem é promover o bem-estar e o foco, a partir do relaxamento e da presença. Por isso, é indicada a quem deseja melhorar a
concentração e reduzir o stress e a ansiedade. Para um trabalho mais aprofundado, pode ser associada a outras terapias de autoconhecimento, como a psicanálise, a psicologia analítica ou a terapia humanística.

 

8. Ludoterapia
A ludoterapia é uma técnica psicoterapêutica utilizada com crianças, que facilita a expressão de seus pensamentos, sentimentos e conflitos por meio da linguagem das
brincadeiras. Assim, permite que a criança – que ainda não é capaz de verbalizar suas questões –, realize o processo de análise, e também que libere suas emoções enquanto brinca.

É indicada para crianças que apresentam ansiedade, stress, comportamento agressivo, transtornos alimentares, baixa autoestima, baixo rendimento escolar, dificuldades de relacionar-se socialmente, ou que passaram por situações traumáticas.

 

9. Terapia transpessoal
A terapia transpessoal vê o ser humano como um ser psíquico-social-espiritual, e tem como foco o estudo dos estados de consciência. Entre as técnicas utilizadas nessa
terapia, estão a respiração holotrópica, o desenho de mandalas, a meditação e as técnicas de visualização, que se propõem a abrir espaço para a auto-observação, atenuar sintomas e produzir alterações na forma de se relacionar com o mundo.
Essa abordagem é recomendada para pessoas em busca de autoconhecimento, expansão da consciência e evolução além do indivíduo, que reconhecem e valorizam a espiritualidade como uma dimensão importante da realidade existencial.

 

10. Terapia sistêmica
A terapia sistêmica enxerga o indivíduo de forma integrada ao seu contexto familiar e sociocultural, e a interação terapeuta-cliente (sendo o cliente a família, o casal ou o
cliente individual) acontece de forma bastante próxima. Essa terapia foca nas repetições de padrões disfuncionais que são passados de geração para geração, promovendo as reformulações necessárias para que esses padrões sejam liberados. As sessões podem ser feitas com a presença da família, mas também em sua ausência, quando seus membros não puderem participar.

É indicada para pessoas que desejam trabalhar questões familiares e conjugais, buscando o desenvolvimento da individualidade e mantendo a conexão com a família, integrando o ser autônomo e o pertencimento.

 

É importante reforçar que as opções podem ser combinadas e usadas de acordo com a individualidade de cada paciente e de suas questões, e que se sentir à vontade durante as sessões de terapia é fundamental.

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